II
Os dedos esgravatam o cal das paredes e o sangue transborda pelo chão.
O silêncio arde por toda a casa. Nenhuma palavra é esquecida.
O dia vai afogando lentamente; a mão pousada no coração;
tem que ter a certeza que ainda vive
A tristeza coalha nos lábios, existe uma incandescência que o obriga a cerrar os olhos. A paixão que por acaso o tocou, deixou-o ferido, magoado com qualquer ser vivo que o rodeia.
Aprendeu a esconder o que sentia. Passou a ser um rasgão na pele que deixou de doer.
Pensa: ' Será possivel um corpo ter muitos rostos? E um rosto deixar imperturbáveis marcas ao passar por inumeros corpos?'
Adormece por fim.
(continua)
Lylia Violet
Aka
Eu, mesma
Aka
Eu, mesma
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