III
O medo sossega ao cair num profundo e inacessível sono. Adormece, de repente, como se desmaiasse.
Nu, em cima da cama, de luz acesa; observo-o.
Sem ele reparar; dorme abandonadamente.
O inverno branco queima-o. A música silenciosa vai ecoando pelas paredes. Axficiado pela loucura, ele contorce-se na cama à procura de melhor posição para estar em paz.
Reclino-me sobre o seu corpo ausente. isolo-me na neblina que se instala no quarto, o sono vem como ferimento nas palperas.
Roça a morte nas plantas.
vivo porque te escrevo, existe paixão pelos objectos guardados.
(continua)
Lylia Violet
Aka
eu, mesma
Aka
eu, mesma
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